- Cristina Branco
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Testo Os solitários
Testo Os solitários
IV
Na fria planície me quedo em silêncio;
Um sol mortiço vai descendo a ocidente.
Pálida, a lua assoma ao firmamento.
Em fumos se expande a terra orvalhada.
Nos campos hirtos, sob o Verão quente E fugaz, esconde-se o gelo eterno:
É o Inverno numa farsa de Verão.
Ainda se ouvem os chocalhos tilintar,
Ainda se avista o trilho irregular,
A carroça, essa, deixou de se ver.
Sim, tudo passa, desaparece...
E, embora inspire ternura,
O pouco que ficou
Não chega para viver.
Na fria planície me quedo em silêncio;
Um sol mortiço vai descendo a ocidente.
Pálida, a lua assoma ao firmamento.
Em fumos se expande a terra orvalhada.
Nos campos hirtos, sob o Verão quente E fugaz, esconde-se o gelo eterno:
É o Inverno numa farsa de Verão.
Ainda se ouvem os chocalhos tilintar,
Ainda se avista o trilho irregular,
A carroça, essa, deixou de se ver.
Sim, tudo passa, desaparece...
E, embora inspire ternura,
O pouco que ficou
Não chega para viver.
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